terça-feira, 24 de dezembro de 2013

13/10/2013 – Domingo - Miracema do Tocantins - Belém

Acordei cedo, 5:30h estava na estrada, a idéia de chegar em Belém no mesmo dia estava na cabeça, mas dependia do andamento da viagem. Na Belém-Brasília a conversa é outra, mesmo sendo Domingo havia muitos caminhões na estrada. Após o almoço os caminhões começaram a parar nos postos fiscais e a estrada ficou livre novamente. Almocei em Imperatriz-MA e segui viagem entrando no Pará. Pelas minhas contas anoiteceria pouco antes de chegar na BR316 que segue para Belém. E assim foi, anoiteceu, jantei, retomei as energias, liguei para meus amigos em Belém, Painho e Nazaré, e perguntei se poderia chegar tarde, tudo arranjado segui viagem. Noite clara, estrada boa, quase toda duplicada. Cheguei às 21:30h. Colocamos o papo em dia até eu não aguentar mais de sono. Ainda tive que jantar novamente, a Naza estava me esperando com um peru no Tucupi. Sem fotos neste dia, só estrada.

12/10/2013 - Sábado - Brasília - Miracema do Tocantins

       

Planejei sair às 5 da manhã e dormir em Palmas. Mas quem consegue ir cedo para cama na véspera de viajar? Só consegui sair às 7:00. 
Na foto, a moto carregada na manhã da partida. Tentei ser  mais minimalista nesta viagem, a moto ficou mais leve e tudo bem organizado.

Segui pela Chapada dos Veadeiros, um caminho mais tranquilo, o mesmo que já havia feito numa viagem ao Jalapão. A viagem rendeu mais do que eu esperava. Parei em Porto Nacional para abastecer e perguntei ao frentista qual o melhor caminho a seguir para pegar a Belém - Brasília, ele me falou para seguir por Lajeado pois agora há uma ponte sobre o Rio Tocantins, antes a travessia era feita por balsa neste ponto. Acatei a recomendação, passei direto por Palmas e fui  dormir em Miracema do Tocantins. Esse rendimento me animou, comecei a pensar bobagem para o dia seguinte. Comi um espetinho ouvindo "Tere Te Te" e fui dormir para acordar bem cedo.
Belíssimo Por do Sol na represa da Usina de Lajeado.

Motivação

O título deste capítulo seria 'Introdução' , mas eu preferi alterar para 'Motivação', pois é isso mesmo: O que motiva um homem a conhecer países sobre os quais pouco é falado e quando se encontra um comentário geralmente é negativo?
                Desculpe-me caro leitor, fiz a pergunta mas não tenho a resposta. Se tivesse seria algo complexo como:
- Interesse histórico-geográfico-cultural, aliado ao prazer de andar de moto e principalmente, desejo de conhecer as pessoas que lá vivem e que pelo caminho encontramos.
                Há tempos eu acalentava o desejo de visitar o Oiapoque. Olho com carinho este pedaço do mapa do Brasil desde a época em que a estrada de Macapá a Oiapoque era praticamente toda de terra. Nas outras viagens que fiz ao Norte eu sempre estudava a opção de esticar até lá mas nunca consegui encaixar os dias necessários nas férias disponíveis.
                Durante minhas pesquisas sobre a região foi encontrando informações não só sobre o extremo Norte do Brasil mas também sobre os poucos conhecidos vizinhos, as Guianas e o Suriname. Quanto mais eu lia mais eu desejava encarar o roteiro que chamei de Volta Amazônica e que me levaria do Oipoque à Boa Vista passando pela Guiana Francesa, Suriname e Guiana.
                Os anos foram passando e as condições das estradas neste trajeto melhoraram consideravelmente. Atualmente, de Macapá a Oiapoque restam apenas 110 km de terra. A travessia de Oiapoque à St. George na Guiana Francesa é feita em uma balsa e não mais nas canoas, a ponte está pronta mas falta a infraestrutura de fronteira no lado Brasileiro. Na Guiana Francesa e o no Suriname as estradas foram recuperadas e estão ótimas. Entre as duas Guianas e o Suriname existem serviços de balsa regulares e confiáveis. O que era para ser a pior estrada da América do Sul, a ligação entre Georgetown na Guiana e Bonfim na fronteira com o Brasil, hoje é uma estrada de terra regular que pode apresentar alguma dificuldade ao viajante somente na época das chuvas. Tudo posto não havia mais nenhum motivo para adiar esta viagem. Era somente uma questão de escolher a época do ano com menos possibilidade de chuvas, principalmente na Guiana.
                Os meses escolhidos foram Outubro/Novembro, pouca chuva na Guiana mas sabia que na volta poderia pegar alguma chuva no Brasil.
                A pesquisa e muito da motivação veio do site '1000 Dias', um relato de um casal que está viajando pelas Americas e que escreveram coisas muito interessantes sobre as Guianas e Suriname. Outras referências estarão listadas no capítulo final.

                Bem, deixemos de conversa e vamos ao relato. Não sou nada bom em prosa e preferi escrever no formato de diário, como um blog atrasado!