Dia
reservado para city tour. Logo no café da manhã conheci o Vagno, brasileiro que
está na Guiana à trabalho. Ele, já cansado da comida local, queria fazer um
almoço com comida caseira brasileira.
Voltamos
à pousada e, enquanto o Vagno preparava o almoço, liguei para várias agências
de turismo. Gostaria de visitar a
cachoeira no Domingo e seguir viagem na segunda. Nenhuma agência confirmou.
Consegui lugar para segunda feira mas ficar mais um dia em Georgetown estava
fora de questão. Desisti do passeio e economizei 200 doláres. Desci para
almoçar com o Vagno. A comida ficou ótima, um belo almoço e ainda um novo
amigo. Depois do almoço saí para caminhar pela cidade e conhecer seus pontos de
interesse. Visitei a catedral Anglicana de St. George. Passei pela prefeitura
que está em mal estado de conservação e visitei o mercado municipal.
Com
certeza há mais para ser visto em Georgetown, mas não dispunha de muito tempo, então
visitei o que mais me chamou atenção nos guias. Tomei um sorvete e voltei para
a pousada para organizar minha bagagem e me preparar para a etapa mais
‘’aventura’’ da viagem. Saí com a moto para abastecer e comprar comida para
levar no dia seguinte. No posto de gasolina conheci o Clyde, motociclista também.
Ele é surinamês e como tal fala um bom inglês. Conversamos um pouco, contei que
estava indo para Linden e depois para Lethen e ele, por coincidência, iria para
um festival do peixe numa cidade chamada Rockstone que fica 30km após Linden.
Combinamos de viajar juntos no dia seguinte. De volta à pousada jantei com o
Vagno, conversamos bastante, conheci sua família, que mora em Brasília, através
da internet e me recolhi.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
25/10/2013 - Nieuw Nickerie - Georgetown
Acordei
6:00, arrumei a bagagem na moto e o cozinheiro do hotel me preparou um café e
dois sanduiches. Comi um e ele fez questão que eu levasse o outro. Segui para a
fronteira, que é marcada pelo Rio Corentyne, cheguei na imigração e era o
terceiro da fila dos carros. Foram chegando muitas lotações trazendo pessoas de
Paramaribo, na maioria brasileiros que atravessam a fronteira para logo em
seguida voltar ao Suriname e carimbar o passaporte com um visto de mais 90 dias
de permanência no país. Quando a imigração abriu foi uma debandada de gente. Eu
ainda tive que estacionar a moto e fui para a fila comprar a passagem. Processo
manual e demorado, passagem na mão fiz a saída da moto na Aduana e depois a
imigração. Liberado para o embarque segui para a balsa. Cruzamos o rio e
chegando do outro lado, o pessoal já se aglomerou na saída da balsa. Mal baixou
a rampa, nova debandada. Fiquei por último na fila.
Falei com outros motoristas e todos tinham comprado seguro para a Guiana em Paramaribo, eu não. O resultado foi correria e perda de tempo. Deixei a moto no estacionamento da fronteira e tomei um táxi para comprar o seguro em Corriverton, só que a cidade fica longe e levamos quase 30 minutos para chegar ao escritório da seguradora. O processo foi todo manual e eu e o taxista agoniados para voltar à Aduana antes que os agentes saíssem para o almoço. Enquanto aguardava a papelada, a vigilante do escritório disse que me amava e queria casar comigo. Será que sairei solteiro dessa viagem? Não percam os próximos capítulos! Tudo pronto, saímos em ritmo acelerado para a fronteira, não entendia quase nada do que o taxista falava e perguntei se ele tinha certeza se ali se falava inglês, ele sorriu e disse “Sim inglês .” Voltamos à Aduana e os agentes não estavam mais lá. Esperei mais de uma hora, lembrei do sanduíche na mochila e ele foi meu almoço. Logo que os agentes chegaram liberaram a moto sem maiores burocracias, estando com o seguro em mãos tudo vai bem. Ainda tive que aguardar a chegada dos funcionários da balsa para dar a entrada da moto num livro preto. Da fronteira até Georgetown são apenas 190 Km. O que você não sabe é que a velocidade média neste trecho é de 50Km/h.
Depois de toda essa epopeia cheguei a Georgetown na hora do rush, quando o comércio está fechando.
Minha primeira opção de hospedagem estava lotada e segui para outro hotel da mesma rede, uma pousada. Me instalei e comecei a ligar para as agências de turismo em busca do passeio à Kaieteur Falls, cachoeira com 226 metros de queda, classificada como uma das mais belas do mundo. Somente uma agência atendeu, no momento sem vagas. Deixei meu contato e o interesse de fazer o passeio no Domingo.
Falei com outros motoristas e todos tinham comprado seguro para a Guiana em Paramaribo, eu não. O resultado foi correria e perda de tempo. Deixei a moto no estacionamento da fronteira e tomei um táxi para comprar o seguro em Corriverton, só que a cidade fica longe e levamos quase 30 minutos para chegar ao escritório da seguradora. O processo foi todo manual e eu e o taxista agoniados para voltar à Aduana antes que os agentes saíssem para o almoço. Enquanto aguardava a papelada, a vigilante do escritório disse que me amava e queria casar comigo. Será que sairei solteiro dessa viagem? Não percam os próximos capítulos! Tudo pronto, saímos em ritmo acelerado para a fronteira, não entendia quase nada do que o taxista falava e perguntei se ele tinha certeza se ali se falava inglês, ele sorriu e disse “Sim inglês .” Voltamos à Aduana e os agentes não estavam mais lá. Esperei mais de uma hora, lembrei do sanduíche na mochila e ele foi meu almoço. Logo que os agentes chegaram liberaram a moto sem maiores burocracias, estando com o seguro em mãos tudo vai bem. Ainda tive que aguardar a chegada dos funcionários da balsa para dar a entrada da moto num livro preto. Da fronteira até Georgetown são apenas 190 Km. O que você não sabe é que a velocidade média neste trecho é de 50Km/h.
Depois de toda essa epopeia cheguei a Georgetown na hora do rush, quando o comércio está fechando.
Minha primeira opção de hospedagem estava lotada e segui para outro hotel da mesma rede, uma pousada. Me instalei e comecei a ligar para as agências de turismo em busca do passeio à Kaieteur Falls, cachoeira com 226 metros de queda, classificada como uma das mais belas do mundo. Somente uma agência atendeu, no momento sem vagas. Deixei meu contato e o interesse de fazer o passeio no Domingo.
24/10/2013 - Paramaribo - Nieuw Nickerie
Dia
tranquilo com o objetivo de rodar até Nieuw Nickerie, na fronteira com a
Guiana. Acordei não muito cedo, culpa das Cubas Libres...
Enquanto
arrumava a bagagem na moto conheci mais duas turistas europeias, uma delas
também anda de moto e ficou impressionada por eu estar viajando com uma moto
tão pequena, ela pilota uma BWM GS, um clássico das motos de aventura.
A
jaqueta com o novo puxador extraído do zíper comprado no dia anterior funcionou
a contento, obrigado ao cara do armarinho e a minha mãe que me ensinou a
costurar!
Saí
da pousada já no calor da manhã. Abasteci na saída da cidade e calibrei os
pneus. A frentista pediu para ir comigo, falei que já havia casado com outra
surinamesa (risos), lamentamos não haver espaço na moto e segui viagem. Estrada
movimentada nos primeiros 30 Km, depois só fazendas de gado e arrozais.
Cheguei
a Nieuw Nickerie no início da tarde, mas a maioria do comércio já estava
fechado, pouco antes da cidade peguei uma chuva torrencial, mas dessa vez
estava com a capa de chuva, o que aumentou o impacto da minha entrada no hotel.
Imaginem um grande salão de restaurante, a recepção do hotel ao fundo, abri a
porta, um ser negro com uma enorme cabeça branca que deixa atrás de si um
rastro de água suja, um cidadão que já havia tomado algumas levantou-se e
espantado fez reverências. Depois de um tempo que me pareceu muito longo pela
pouca distância percorrida, cheguei ao balcão da recepção do hotel, pedi
desculpas por ter alagado o salão e requisitei um quarto. O quarto era amplo e
consegui organizar todas as coisas molhadas. Voltei ao salão para ver se havia
algo para comer e descobri que tratava-se do melhor restaurante da cidade. Me
pareceu que muitas pessoas que estão a trabalho na cidade almoçam por ali. Como
sugestão da garçonete comi arroz frito com frango, muito bom. Alguma pimenta,
mas segundo a garçonete era o prato mais suave. Sem nada urgente para fazer,
sai para caminhar pela cidade quase deserta.
Voltei
ao hotel, jantei sopa e me recolhi, o dia seguinte era dia de fronteira.
23/10/2013 - Paramaribo - Dia de andar pela cidade
Acordei
a tempo de tomar café na pousada e saí para conhecer os pontos turísticos de
Paramaribo. Alguns: Cadetral, Mercado Central, Fort Zeeland, A Mesquita e
claro, uma paradinha para uma Parbo, a
cerveja local.
Aproveitei o passeio pela cidade para procurar um zíper novo para a jaqueta, perguntando aqui e ali encontrei um armarinho. O atendente se desdobrou para entender o que eu tinha em mente, comprar um zíper para usar somente o puxador. Ao final tinha meu zíper. Gostei das pessoas aqui, sempre solícitas. Voltei à pousada para um banho de piscina e relaxar um pouco os músculos deste franzino corpo. Gosto das pousadas e albergues porque propiciam encontros. Me enturmei e saí jantar em companhia da Annemieke e da Yvonne, duas turistas holandesas que estavam hospedadas no mesmo lugar que eu. Fomos ao restaurante Jiji's. Com vista para o Rio Suriname, é um lugar agradável com pratos cheios de personalidade. Voltamos para a pousada e ainda tomamos algumas cubas libres à beira da piscina antes de dormir.
Aproveitei o passeio pela cidade para procurar um zíper novo para a jaqueta, perguntando aqui e ali encontrei um armarinho. O atendente se desdobrou para entender o que eu tinha em mente, comprar um zíper para usar somente o puxador. Ao final tinha meu zíper. Gostei das pessoas aqui, sempre solícitas. Voltei à pousada para um banho de piscina e relaxar um pouco os músculos deste franzino corpo. Gosto das pousadas e albergues porque propiciam encontros. Me enturmei e saí jantar em companhia da Annemieke e da Yvonne, duas turistas holandesas que estavam hospedadas no mesmo lugar que eu. Fomos ao restaurante Jiji's. Com vista para o Rio Suriname, é um lugar agradável com pratos cheios de personalidade. Voltamos para a pousada e ainda tomamos algumas cubas libres à beira da piscina antes de dormir.
22/10/2013 - St Laurent du Maroni - Paramaribo
Sai
do chalé para tomar o café da manhã e para minha surpresa o lugar estava lotado
de redes, nem vi a hora que esse povo todo chegou, encheram os dois redários
disponíveis.
Segui
para o porto/fronteira. Eu já sabia que a balsa estava quebrada e teria que
atravessar numa canoa. A negociação foi difícil, os donos de canoas estavam
aproveitando a situação. Havia duas canoas por lá e cheguei a um preço razoável
com um deles. Fiz a saída do país, apresentei os documentos da moto e o
policial perguntou: “Aonde está o seguro?”. Entreguei o papel que o corretor
havia me dado, o policial olhou, leu e disse:”Ok”. Perfeito! Embarcamos a moto
e dez minutos depois estávamos no Suriname.
Do
outro lado do Rio Maroni, na cidade de Albina, também existe um complexo
fronteiriço com imigração e aduana integrados.
Assim como na Guiana Francesa, aqui também é necessário o seguro.
Carimbei o passaporte e, munido de todos
os documentos, peguei um táxi para ir ao banco comprar o seguro. Na verdade não
foi bem um taxi, uma mulher que trabalha no local me levou no seu carro. O
processo foi um pouco demorado, primeiro enfrentamos uma fila e depois o
sistema caiu, mas deu certo no final. Minha chofer ainda disse que sou muito
bonito e que ela seria minha esposa no Suriname! Espero que no meio da papelada
não tenha um contrato nupcial... Voltamos à fronteira, internei a moto e peguei
o comprovante que dá direito a transitar no país. Segui direto para Paramaribo,
pilotando em mão inglesa. Acredito que de moto é um pouco mais fácil de
assimilar. A estrada entre Albina e
Paramaribo está quase toda recuperada.
Falta
apenas uma ponte em Moengo e há um desvio de uns 6 km de terra. Cheguei
à Paramaribo depois do meio dia, trânsito pesado, mas os motoristas
relativamente cuidadosos. Primeira missão, almoçar! Parei na Beira Rio ou
Waterkant, onde há uma série de bares e lanchonetes e comi um peixe com batatas
fritas. Aproveitei para olhar o mapa e me localizar. Segui para uma das
pousadas bacanas do guia, lotada. Encontrei a pousada Albergo Alberga por acaso
e logo me instalei. A pousada fica no Centro Histórico e o centro histórico de
Paramaribo é pequeno e facilmente percorrido a pé, saí logo para uma caminhada
de reconhecimento
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
21/10/2013 - Segunda-Feira - Cayenne - Kourou - St Laurent du Maroní
Dia
de visitar o centro espacial de Kourou. Cheguei bem cedo, antes dos atendentes.
Começou a chegar muita gente, na hora de entrar fui para a lista de espera,
pois não havia reservado. Na verdade mandei um e-mail reservando na sexta à
tarde, mas eles não trabalham sexta a tarde. No final deu tudo certo e pude
entrar no grupo. É uma visitação longa, há três plataformas de lançamento, Soyuz, Ariane e Vega.
São distantes entre si e visitamos todas. As explicações foram todas em francês, entendi muita coisa pois havia muitos diagramas e vídeos demonstrativos. Acabou por volta de 11h30min. Arrumei minhas coisas para partir e o zíper da jaqueta quebrou. Algo a ser resolvido mais tarde. Meu próximo destino era o Campo de Transporte, em St Laurent du Maroní, fronteira com o Suriname. Cheguei à cidade, hotéis lotados, segui para o centro de atendimento ao turista. Fui muito bem atendido, providenciaram um lugar para dormir em rede e ainda entrei numa visita ao Campo. Era aniversário da minha mãe e fiz um Brasil Direto para dar os parabéns à ela.

A visita ao Campo de Transporte começou com uma preleção sob uma frondosa árvore, foi toda narrada em francês, uma palestra interminável e nada de visitar as ruínas e prédios. Saí à francesa, pois não estava entendendo muita coisa.
Fui
procurar o lugar onde eu tinha reserva para passar a noite, não encontrei, mas
achei uma placa indicando outro lugar que já conhecia do guia, Pousada Agami.
Fui até lá, a dona estava tomando banho e nossa comunicação, truncada, foi pela
janela entreaberta. Acabou que ela me indicou um local um pouco mais à frente.
Segui até o Palambala - Hamac & Insectes e, como ainda não havia ninguém em
rede , me instalei num chalé. Fiz a manutenção no zíper da jaqueta com Durepox,
tomei banho e fui jantar na pousada Agami, famosa pela comida crioula. Os donos
são um casal muito simpático e fazem tudo para agradar. O menu é fixo com
entrada principal e sobremesa. A Sra. Carmem até incluiu uma Heinekein no valor
do menu. Depois de um delicioso peixe assado na folha de bananeira voltei para
a pousada. Já havia um casal no redário.
São distantes entre si e visitamos todas. As explicações foram todas em francês, entendi muita coisa pois havia muitos diagramas e vídeos demonstrativos. Acabou por volta de 11h30min. Arrumei minhas coisas para partir e o zíper da jaqueta quebrou. Algo a ser resolvido mais tarde. Meu próximo destino era o Campo de Transporte, em St Laurent du Maroní, fronteira com o Suriname. Cheguei à cidade, hotéis lotados, segui para o centro de atendimento ao turista. Fui muito bem atendido, providenciaram um lugar para dormir em rede e ainda entrei numa visita ao Campo. Era aniversário da minha mãe e fiz um Brasil Direto para dar os parabéns à ela.

A visita ao Campo de Transporte começou com uma preleção sob uma frondosa árvore, foi toda narrada em francês, uma palestra interminável e nada de visitar as ruínas e prédios. Saí à francesa, pois não estava entendendo muita coisa.
20/10/2013 - Domingo - Ilhas da Salvação - Îles du Salut
Domingão,
um ótimo dia pra visitar as Ilhas da Salvação. Fui
até a cidade de Kourou, ponto de partida dos barcos que fazem a travessia para
as ilhas. Kourou fica a apenas 60 km de Cayenne, mas como não conhecia o
caminho saí bem cedo, cheguei ao porto antes do pessoal da empresa do barco.
Logo eles chegaram e mesmo sem reserva consegui um lugar no Catamarã La Hulotte.
Em volta da ilha havia muitos barcos de pesca e Alguns com muita sorte, como este que pescou um enorme mero:
O
barco atracou na Ilha Royale, a maior das três, esta ilha dispõe de um
restaurante e alojamentos, também é possível acampar na ilha. Saí para caminhar
pelas trilhas, mesmo sendo a maior ilha, é possível caminhar por tudo em cerca
de uma hora. Fiz uma pequena trilha e subi para o restaurante que fica no topo
da ilha, tomei o café da manhã e guardei um sanduiche para o almoço. Caminhei
pelas construções da ilha e depois fui para o único ponto onde é possível banhar-se.
Em volta da ilha havia muitos barcos de pesca e Alguns com muita sorte, como este que pescou um enorme mero:
Particularmente
prefiro os meros vivos para que eu possa mergulhar com eles. Depois do banho de
mar voltei para o porto da ilha, pois o Catamarã nos levaria para outra ilha
menor, Ile Saint Joseph. Demos uma volta na ilha e desembarcamos, ilha bem
pequena com algumas ruinas e uma praia que só existe na maré cheia. Relaxei na
praia, almocei o sanduba que havia guardado na mochila e voltei para o pequeno
porto flutuante da ilha a tempo de um delicioso banho de mar antes que o
catamarã voltasse para nos apanhar.
Voltei para
Cayenne e fui jantar num restaurante antigo e tradicional, o Les Palmistes, na
Praça Les Palmistes. Por algum motivo a garçonete não quis falar português
comigo, já que com a mesa ao lado ela deixou escapar a língua pátria. Percebi
esta situação algumas vezes em Cayenne, em público, os brasileiros nãos dão
prosa a um brasileiro branquelo com cara de gringo como eu.
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